Facebook: (In)Voluntariedades, gerações e a manutenção dos laços familiares

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Palestra da Professora Laura Graziela Gomes no 3º Ciclo de Palestras do NEMO (Núcleo de Estudos da Modernidade)
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“Eu só estava no FB (Facebook) pra falar com meu pai. Mas ele não sabia compartilhar as coisas direito. Eu pedia pra ele olhar no meu feed, ou ele pedia pra eu olhar no feed dele alguma coisa. Ele usava a página de perfil dele como se fosse página de favoritos, compartilhava tudo o que ele gostava ali (risos). Ele mandava umas coisas legais tipo vídeos de músicos que gostamos, ou alguma coisa de política. Depois a gente conversava sobre o que era compartilhado em uma chamada de vídeo. Era tipo drops de conteúdo para virar assunto de conversa”.

“Tenho parentes pelo mundo. A única plataforma onde estão todos é o Facebook. Eu detesto, mas tô lá por isso.”

“Os familiares, por serem mais velhos e tals, ficam mais pelo face e no whatsapp (que eu uso basicamente pra falar com a minha mãe e a minha tia, que mora em outra cidade e não podemos visitar) e eu me comunico com elas por lá. Até lá sou meio monossilábico. Se eu saísse do Facebook minha relação com eles seria praticamente nula. Eu não veria as fotos deles, não saberia como estão; teria que conversar ativamente pessoalmente ou talvez ligar, ao invés de apenas assistir de longe. Ou viraria o primo sumido (risos)”.

Desenho elaborado por Diéssica Gaige.
Publicação da conta @divadepressao no Instagram.

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Social anthropologist researching digital piracy and streaming technology. E-mail: andressansoilo@outlook.com

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